O volume de investimento chinês em Moçambique ultrapassou a cifra dos cinco biliões de dólares nos últimos anos, facto que coloca o nosso país num lugar primordial na agenda económica daquele país asiático. Este dado foi revelado durante a recente visita ao país de um grupo de 89 empresários chineses, encabeçados pelo vice-presidente da Assembleia Popular Provincial de Anhui.
A deslocação destes homens de negócios ao nosso país esteve inserida no contexto dos entendimentos alcançados durante a visita realizada em Maio último pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, à República Popular da China.
Segundo vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Samo Gudo, a vinda daquele grupo de empresários representa um reconhecimento do lugar que Moçambique ocupa na agenda económica e política da China e “reflecte a vontade de ambos países de dinamizar e catapultar as relações comerciais e de investimento para níveis excelentes”.
Rogério Samo Gudo assegurou que aqueles empresários vieram a Moçambiquecom o único propósito de buscar cooperação com os empresários moçambicanos, bem como estabelecer parcerias de negócio nas áreas de agricultura, educação, economia, comércio, indústria e ensino profissional”.
Num encontro mantido com empresários moçambicanos, o embaixador da República Popular da China em Moçambique, Su Jian, assegurou que a China está pronta para reforçar a cooperação da capacidade produtiva com Moçambique, tomando como prioridade a construção e o aperfeiçoamento das infra-estruturas, bem como a transferência de tecnologias, a formação de técnicos e operários moçambicanos.
Su Jian constatou que “é com muito agrado que, nos últimos anos, o investimento chinês em Moçambique conhece muito progresso, que se cifra em 5.46 biliões de dólares norte-americanos”.
Este investimento chinês em Moçambique, conforme referiu o diplomata, faz cobertura em vários sectores, com destaque para a agricultura, instalações de transporte, energia, indústria transformadora, projectos de construção civil, exploração de recursos naturais, pescas, instalações turísticas, materiais de construção civil, telecomunicação, televisão digital, montagem de veículos, comércio, entre outros.
Por seu turno, o ministro da Indústria e Comércio, Ernesto Tonela sublinhou que Moçambique e a República da China têm uma longa e sólida relação de amizade, assumindo, que “queremos que a cooperação com a China nos ajude a alcançar os objectivos do Governo no que diz respeito às acções de combate à pobreza, promoção do emprego e desenvolvimento industrial”.



