
A Direcção Regional Sul das Alfândegas de Moçambique encerrou a empresa Fronteira Limitada (Lda) – Wild Bull, que se localiza no distrito de Boane, província de Maputo, que se dedicava à produção clandestina de bebidas alcoólicas a partir de matéria-prima importada com recurso a documentos falsificados que indicavam que a mesma se destinava à Cervejas de Moçambique.
Dados em nosso poder indicam que o encerramento daquela empresa foi determinado no passado dia 17 de Agosto e incluiu a apreensão de um conjunto de equipamentos que ali eram usados, com destaque para 17 tanques de inox com capacidade variada, 3460 garrafas vazias, seis filtros para água, uma empilhadora, uma rotuladora, dois compressores, três filtros de água, duas linhas de enchimento, entre outros.
“Mediante denúncia anónima, soube-se que a empresa Fronteira Lda – Wild Bull teria importado álcool etílico sem o pagamento de direitos e demais imposições aduaneiras, facto que culminou com a execução do mandado de busca”, lê-se no auto de apreensão em nosso poder.
Para além da evasão fiscal e falsificação de documentos, a Divisão de Investigação das Alfândegas abriu também uma linha de investigação para apurar se aquela indústria não estaria a ser usada para a produção de drogas, uma vez que uma fonte anónima daquela empresa denunciou que havia movimentos estranhos dentro daquela empresa e que tais movimentos poderiam estar associados à importação de produtos químicos usados na fabricação de drogas.
Conforme notícia avançada recentemente pelo nosso jornal, os proprietários desta empresa, nomeadamente Asif Hakim Adil e Samir Asif Adil (pai e filho), ambos portadores de passaportes norte-americanos, e que se encontram foragidos, usavam documentação falsificada da Cervejas de Moçambique para, por exemplo, importar álcool da fábrica de açúcar Royal Swaziland.
Para as Alfândegas, a empresa Fronteira Lda violou um conjunto de normais e deverá ser penalizada por sonegação de impostos aduaneiros e fiscais. Assim sendo, as autoridades de Migração foram alertadas para comunicarem de imediato às entidades nacionais de investigação afins.
“Considerando a história da empresa e suas actividades ilegais, é bem possível que a Fronteira Lda tenha estado envolvida na fabricação de drogas ilegais. A investigação está em curso”, garante fonte da Direcção de Investigação, na Direcção Regional Sul das Alfândegas.



