
Um lote de 35 bois-cavalos foi translocado, há dias, para a Reserva Especial de Maputo (REM) com a finalidade de ampliar o leque de atractivos turísticos daquela área de conservação. Esta iniciativa conta com o apoio das autoridades sul-africanas e da Suazilândia ligadas à preservação da natureza.
Os animais agora introduzidos na REM fazem parte do terceiro lote previsto para este ano, que totaliza 60 bois-cavalos, e estão a translocados da reserva conhecida por Big Game Park, de Swazilândia. Consta que nos próximos dias chegarão àquele espaço mais 200 inhalas, 100 impalas e 30 hipopótamos trazidos dos parques e reservas da África do Sul, Suazilândia e do Parque Nacional de Gorongosa, aqui em Moçambique.
Com este reforço de animais, a REM começa a se estabelecer como área de conservação de excelência, uma vez que congrega potencialidades como florestas, dunas costeiras, pântanos, terras arenosas, terras húmidas e o famoso corredor do Fúti usado pelos elefantes na sua migração transfronteiriça.
Por outro lado, a Reserva de Maputo compreende planícies inundáveis do rio Maputo, comunidades de mangais, ricas e endémicas savanas anãs, raras e endémicas espécies de plantas que rejubilam a vista de qualquer visitante.
Aquela reserva tem ainda uma diversidade de fauna bravia, com destaque para o elefante, chengane, artiodáctilos ruminantes, pangolim, esquilo vermelho, e répteis tais como cobras, serpentes, crocodilo do Nilo e várias espécies de peixes e passados.
No quadro da cooperação com os países vizinhos, o governo moçambicano pretende que, até 2021, os parques e reservas nacionais sejam povoados por 2.935 animais de diversas espécies que vão ajudar a melhor o equilíbrio faunístico nas áreas de conservação.
A iniciativa tem em vista dinamizar a economia nacional através de receitas provenientes da exploração turística no país e, para tal, decorrem várias actividades, incluindo a construção de infra-estruturas turísticas orientadas o para o desenvolvimento do ecoturismo. Também está em curso o melhoramento de sistema de fiscalização, maneio da fauna e das vias de acesso.
De referir que o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exortou recentemente aos operadores turísticos nacionais a divulgarem cada vez mais as potencialidades turísticas moçambicanas além-fronteiras de modo a responder ao plasmado no Plano Estratégico para o Desenvolvimento do sector para o perído que vai de 2016 a 2025 que, entre outros, prevê tornar o país num dos principais destinos turísticos a nível mundial.
Moçambique tem 12 áreas de conservação, entre parques e reservas, com imensa potencialidade florestal e faunística, representando cerca de 25 por cento do território nacional.
Texto de Idnórcio Muchanga
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