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COMERCIALIZAÇÃO AGRÍCOLA: Défice de batata e frango continua grande desafio

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Texto de Angelina Mahumane
angelina.mahumane@snoticicas.co.mz

A produção nacional tem estado a aumentar tanto é que o país começa a ser auto-suficiente em produtos como milho, mandioca e repolho. Entretanto, apesar do crescimento visível na produção, persistiam desafios na comercialização, o que levou o Ministério da Indústria e Comércio (MIC) a elaborar um plano operacional que culminou com a venda, este ano, de cerca de 8,9 milhões de produtos agrícolas diversos.

No âmbito do XV Conselho Coordenador do Ministério da Indústria e Comércio, evento que decorreu semana finda na cidade de Maputo, domingo entrevistou a directora nacional do Comércio Interno, Zulmira Macamo, que apresentou as linhas com que cose o processo de comercialização agrícola no país e dos preparativos para a quadra festiva.

Na referida conversa, começou por recordar que há alguns anos o país tinha défice de quase todos os produtos agrícolas, principalmente hortícolas e cereais, facto agravado pela seca, mas esta tendência está a ser invertida. Actualmente, produz-se praticamente durante todo o ano, o que contribui para a redução de importações.

Foi neste contexto que o MIC elaborou um plano operacional para a comercialização tanto de hortícolas como de cereais, culminando com a venda de cerca de 8,9 milhões de toneladas, dos 16 milhões planificados para 2017, representando uma realização de 54 por cento se for incluída a mandioca, sem esta cultura representa uma realização de 91 por cento.

Durante o período em análise foi alcançada uma taxa de crescimento de 32 por cento com inclusão da mandioca e 48 por cento sem este tubérculo, comparativamente a igual período do ano anterior.

Para o presente ano foi projectada a venda de mais de três milhões de toneladas de milho e em Setembro tinham sido comercializados mais de dois milhões de toneladas – uma realização de 69 por cento. Aliás, a quantidade vendida já supera a de igual período de 2016 que esteve em pouco mais de dois milhões de toneladas.

Para o arroz foi planeada a comercialização de 261 mil toneladas, das quais até Setembro foram vendidas 149 mil – uma realização de 57 por cento, contra pouco mais de 96 mil toneladas no período homólogo de 2016.

Ainda durante o período em análise foram vendidas mais de 821 mil toneladas de feijões, contra 853 mil toneladas planificadas, o que significa uma realização em 96 por cento. No mesmo período de 2016 foram vendidas mais 624 mil toneladas.

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