
Redacção
Empresas interessadas em desenvolver negócios rápidos e a baixo custo têm a vida facilitada nos chamados centros de negócios. O conceito é simples. O empresário leva o seu computador portátil e dirige-se a um escritório onde arrenda uma mesa e cadeira para tratar dos seus assuntos sem se preocupar em contratar secretária, guardas ou pagar água, luz e internet.
O senhorio trata de tudo. Na mesma sala ficam acomodadas várias empresas que sincronizam as suas agendas para, por exemplo, usar a sala de reuniões.
A ideia de centros de negócios (“business center”) é antiga e, numa primeira fase, estava circunscrita aos hotéis, onde os empresários reuniam-se para discutir os seus negócios e podiam arrendar uma sala por algumas horas para produzir os seus relatórios, fazer fotocópias ou chamadas telefónicas.
Com o tempo, muitos empreendedores perceberam que poderiam explorar este nicho e, em poucos anos, o número de “business center” cresceu e multiplicou-se, a ponto de haver edifícios inteiros ocupados por empresas que partilham a mesma cobertura, sala de reuniões, recepcionista, mini-bar, e por aí em diante.
Trata-se de escritórios especificamente criados para acolher empresários que pretendem minimizar os custos de aquisição ou arrendamento de um escritório inteiro quando ainda estão a dar os primeiros passos no mundo empresarial ou que tenham um volume reduzido de negócios.
Neste tipo de espaços é possível encontrar empresas de dimensão micro, pequena, média, grande e até multinacionais em fase de estabelecimento ou que estão a fazer poupanças no arrendamento de espaços maiores, porque o negócio ainda não justifica grandes investimentos em conforto.
Nos centros de negócios mais pujantes e que acolhem empresários mais exigentes, os senhorios oferecem muito mais do que cadeiras e mesas. Dão o material de escritório completo, incluindo sistemas de vídeo-vigilância, parque de estacionamento, cofres, serviços de secretariado e salas de formação, numa espécie de escritório pronto a usar.
Proprietários e gestores destas iniciativas defendem que este tipo de serviço cria um ambiente de prestígio para as empresas, sobretudo para as de pequena dimensão que, de outro modo, teriam dificuldades para conseguir um escritório em locais nobres das cidades e dotados de todas as condições necessárias para a actividade empresarial.
“Aqui, os empresários não se devem preocupar com o pagamento das despesas correntes. Isso seria uma “dor de cabeça” para eles. Eles apenas se concentram nos seus negócios e nós assumimos o resto”, dizem.
Haider Omar, responsável do Departamento de Administração e Recursos Humanos da Índico Holding, empresa vocacionada ao arrendamento de escritórios a empresas, considera que a criação destes locais tem em vista oferecer espaço para a realização de negócios e facilitar a operacionalização de parcerias e trocas de experiência, uma vez que, em alguns casos, descobrem-se complementaridades de actividades dentro da sala.



