
O capital social da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Tete, está aberto, pela primeira vez, para a entrada de pessoas singulares e empresas nacionais, exercício descrito como sendo de inclusão e de criar condições para que a empresa seja verdadeiramente gerida em moldes empresariais.
A venda de 7,5 por cento das acções do empreendimento coincide com a passagem do 10.º aniversário de reversão da HCB do Estado português para o moçambicano e é a materialização da promessa feita pelo Governo sobre a necessidade de pôr a empresa ao serviço da economia, no geral, e das pessoas, em particular.
A HCB, construída em finais da década 60, reverteu para Moçambique a 27 de Novembro de 2007, naquilo que foi o final feliz de um longo e sinuoso processo de negociação com o Estado português que, até então, era detentor da maioria das acções, uma herança histórica do período colonial.
Esta venda vai se desenrolar nos moldes comerciais mundialmente conhecidos, através da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).
Segundo soube domingo, esta experiência da HCB será futuramente replicada em muitas empresas públicas e participadas pelo Estado moçambicano.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, que anunciou a medida, explicou que a venda de acções a nacionais é um exercício de inclusão dos moçambicanos à semelhança do que está a acontecer com a madeira apreendida durante a “Operação Tronco”, que está a ser usada para a produção de carteiras para escolas de todo o país.
Decidimos abrir a estrutura accionista da HCB para os moçambicanos, sem qualquer distinção racional, religiosa, política ou outro. Através da Bolsa de Valores de Moçambique vamos colocar à disposição dos cidadãos, empresas e instituições moçambicanos 7,5 por cento das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, anunciou.
O Chefe do Estado explicou que o Governo quer que singulares e instituições nacionais, desde que tenham capacidade financeira, sejam priorizados na compra das acções, num processo que se pretende o mais transparente possível.



