O Presidente do Parlamento Pan-Africano, Chief Fortune Charumbira, manteve, esta quarta-feira, em Maputo, um encontro com os líderes comunitários da capital do país, com os quais trocou impressões sobre relações entre as instituições do Estado e Governo.
Chief Charumbira explicou que foi na qualidade de líder tradicional que foi eleito deputado da Assembleia Nacional do Zimbabwe e a Constituição da República atribui dezoito assentos no parlamento ao poder tradicional, sendo que cada província tem dois assentos reservados aos líderes tradicionais.
Disse, a este propósito, que exercem um papel crucial na estabilidade social do país e articulam com o Executivo nas prioridades do respectivo território de jurisdição.
Esclareceu que no Zimbabwe o poder tradicional é parte integrante do Estado, tal como está consagrado na Constituição, explicando que é nesse contexto que o poder tradicional articula com o Governo e outros poderes do Estado naquele país.
Os líderes comunitários vincaram a necessidade de maior reconhecimento pelo Estado moçambicano das lideranças comunitárias, passando estes a receber um subsídio e afectação de meio de transporte.
Manifestaram ainda o desejo de, à semelhança do sistema político zimbabweano, ter representatividade nos órgãos representativos, como Assembleia da República, Assembleias provinciais e Assembleias municipais.



