O Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) encaixou um investimento imobiliário avaliado em 108 milhões de dólares norte-americanos com o projecto de desenvolvimento do autódromo.
O investimento ainda em curso vai terminar em princípios de Maio de 2018. Recentemente foram investidos 94 milhões de dólares para a construção do Baía Mall e Hotel, que é o prolongamento da exploração do Game, cujas infra-estruturas reverterão ao clube ao fim de 50 anos.
A primeira fase da exploração teve um investimento de 14 milhões de dólares e com um período de duração de 35 anos. Com o prolongamento do Game, através do contrato para a construção do Baía Mall e Hotel, foram acrescidos mais 15 anos de exploração. Uma das contrapartidas são as bombas da Engen, que já reverteram a favor do clube.
Na entrevista que se segue, o presidente do ATCM, António Marques, que anunciou recentemente a sua retirada da direcção do clube, depois de sensivelmente três décadas, fala, dentre vários assuntos, da sua saída, dos investimentos feitos e frisou que há espaço para mais projectos, o que vai tornar a colectividade cada vez mais sustentável.
Anunciou recentemente a sua saída do ATCM. Fora da pressão externa, poderá haver uma interna para que saia da direcção do clube?
Não há pressão de ninguém. Se os sócios não me quisessem bastava fazer um abaixo-assinado e eu tinha 15 dias para deixar o lugar. Não aconteceu isso, nem uma carta, nem duas, nem nada. Saio porque chegou a hora. Um líder tem de saber sair.



