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Pugilistas moçambicanas combatem em Marrocos

Por admin
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As pugilistas Maria Manuela, 57 kg, e Radi Gramani, 75 kg, seguiram sexta-feira, 10 de Outubro, para Marrocos, onde de hoje, dia 12, até sábado, 18, participam num torneio internacional.

As duas pugilistas se fazem acompanhar do seu treinador, Lucas Sinóia, patrono da Academia com o mesmo nome.

A escassos minutos de embarcar no Aeroporto Internacional de Maputo, domingo conversou com Lucas Sinóia sobre a participação das moçambicanas no referido evento. Sinóia pareceu-nos muito nervoso, dando a entender que neste país há pessoas que estão no desporto só para "estilar" e não para o desenvolvimento do sector.

“Eu devia levar quatro pugilistas, mas só posso levar duas. Elas vão representar Moçambique. Só não sei quem da federação nos seguirá”, disse Lucas Sinóia.

“Infelizmente a ida de pugilistas moçambicanas a Marrocos é contra vontade de algumas pessoas que muitas vezes dizem que estão a servir o desporto nacional. Não quis perturbar a ninguém do desporto. Porque gosto do boxe e do meu país, arranjei patrocínio para esta viagem e respectiva logística”, desabafou.

Mais direto ao que tem estado a sentir nos últimos momentos no boxe moçambicano, Lucas Sinóia foi mais longe ao afirmar que “sei que me querem abater, mas devo dizer que jamais deixarei o boxe”.

Sinóia prosseguiu dizendo que “vou continuar a formar pugilistas para este meu país. Aqueles que só sabem falar, que continuem a falar, mas, por favor, deixem-me fazer boxe. Eu não quero ficar sentado a ver o boxe a morrer”.

A terminar, deixou o apelo de que “é preciso que façamos algo para que a modalidade não morra. E ninguém deve criar entrave para aqueles que no seu dia a adia trabalham para o boxe. Eu não sei fazer mais nada, senão boxe. Então, não me criem entraves”. 

Plínio regressa ao ringue

Herbert Plínio, o pugilista moçambicano que se notabilizou pela qualidade dos seus golpes no ringue e pelo seu estar extra-desportivo, já regressou aos combates, surpreendendo todos quantos davam por terminada a sua carreira.

O regresso de Plínio, 30 anos de idade, aconteceu dia 26 de Setembro, diante doutro pugilista, que temporalmente havia desaparecido, André Chaúque.

Plínio não ganhou, mas demonstrou que ainda pode dar ao boxe moçambicano, razão pela qual recebeu ovação dos que estavam a assistir aos combates do único dia do torneio 25 de Setembro, no Pavilhão do Estrela Vermelha.

Após o combate, Plínio retirou-se do pavilhão para a igreja, prestar a oração do dia. Dias depois falou com a nossa reportagem e garantiu que vai continuar o mesmo, aquele que subiu ao ringue bater e ganhar.

“Gostaria de treinar todos dias, mas lá na Base Aérea nem sempre há treinos. Então, tenho estado a correr sozinho à espera que o boxe no Matchedje volte a ser levado a sério”, lamentou.

 

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