
Nove associações provinciais de atletismo, em cartas, encorajam Shafee Sidat a recandidatarse para o segundo mandato de presidente da Federação Moçambicana de Atletismo (FMA), agendadas para a primeira quinzena de Dezembro em Nampula.
domingo tem na sua posse
oito das referidas cartas de voto
de confiança ao actual presidente
da FMA, designadamente de
Manica, Sofala, Nampula, Zambézia,
Niassa, Inhambane, Tete e
Cabo Delgado. Em algumas lê-se
“voto de confiança” e noutras
“apoio de continuidade”.
domingo ouviu alguns dos
presidentes das associações
provinciais que manifestaram
abertamente o desejo de ver o
actual presidente da Federação
na direcção dos destinos da modalidade
por mais alguns anos.
Samuel Sampaio Gaita, presidente
da Associação Provincial
de Atletismo de Cabo Delgado,
não tem dúvidas: Shafee deve
continuar a liderar o atletismo
nacional.
“Eu sempre aconselhei o
presidente Shafee a seguir
para o segundo mandato. Deu
início a um trabalho que deve
acabar. Já fez muito e dá-nos
esperança. Acho que todos
somos pela sua continuidade.
Agora, vamos dizer-lhe que
no segundo mandato deve incidir
o seu trabalho na base,
nas escolas, porque é lá onde está o talento”, advoga Samuel
Sampaio Gaita.
“Eu digo o seguinte: ele
vem dirigindo bem a federação
e está no fim do mandato.
Tem dito que não se vai recandidatar,
mas nós temos vindo
a encorajá-lo a fazê-lo. O seu
trabalho é visível. Felizmente,
já temos sedes condignas.
Andamos intrigados por ele
não querer continuar. Teve
um mandato cheio de investimentos
por gerir no próximo
mandato. Não queremos que
nos deixe à deriva. Com ele,
Inhambane pode ver a sua pista
melhorada”, esta é a opinião
de Mário dos Santos Campeu, de
Inhambane.
José Domingos Vulcanhe
Cabral, Sofala, diz, por seu turno,
que a associação provincial
enfrentava muitas dificuldades
e que Shafee trouxe melhorias.
Não tinham uma sede própria,
agora já a têm.
“Se fez o que os anteriores
presidentes da federação
não fizeram, porque não mereceria
a nossa confiança.
Queremos que nos ajude a
chamar o empresariado para
que tenhamos cal para a pista
do Ferroviário da Beira. Deve
continuar. Já conhece a casa.
Críticos nunca vão faltar”, disse
Vulcanhe Cabral.
“Ele cumpriu com a promessa
de construir sedes, o
que é muito bom. Já temos
material informático. Tem-
-nos dado dinheiro do seu bolso.
Imitaria gente do futebol
que diz que em equipa que
ganha não se mexe”, rematou.
Por sua vez, Jacinto Vieira
Manteiga, Zambézia, disse que
Shafee “deu-nos sedes novas,
deu-nos computadores…”
Prosseguiu dizendo que os
associados querem que se mantenha
na liderança do atletismo
nacional.
“Confiamos nele. A sua
saída da FMA será prejudicial
à modalidade. Antes de ele
chegar à federação, Zambézia
não participava nos campeonatos
nacionais por falta de
dinheiro”, disse Manteiga.
Curiosamente, entre os prováveis
candidatos à sucessão de
Shafee Sidat perfilam três indivíduos
do seu elenco, nomeadamente
Kamal Badru, secretário-
-geral; Sérgio Ribeiro, vice-presidente
para a área de Formação
e Desenvolvimento; Francisco
Manhedje, vice-presidente para
área de Arbitragem.
Kamal Badru tem-se manifestado
céptico quanto à sua
candidatura, deixando transparecer
que só se aventuraria
a isso caso tivesse a certeza de
que as associações confiariam
nele. Duma forma ou doutra, a
FMA vai ter os seus corpos gerentes
renovados a partir de Dezembro
deste ano.
Enquanto o dia das eleições
não chega, Shafee Sidat, no dia
2 de Dezembro, estará presente,
em Mónaco, na Itália, no congresso
da Federação Internacional
de Atletismo (IAAFA).
Manuel Meque
manuel.meque@snoticicas.co.mz



