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Eleições já agitam no xadrez e atletismo

Por admin
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Uns querem continuar, outros preferem voltar e tan­tos pretendem assumir pela primeira vez a presidência de uma federação. Esta é a situ­ação que se vive no desporto federado moçambicano no término de um ciclo olímpico e começo do novo, que coin­cide com o fim de mandatos dos elencos directivos.

No xadrez fala-se do pos­sível regresso de Domingos Langa, alegadamente porque a família da modalidade está rendida ao seu dinamismo na busca de soluções para a evolução deste desporto, o que não era muito patente nele quando exerceu o tão al­mejado cargo de presidente da federação.

A notícia do provável re­gresso de Domingos Langa terá deixado os seus detrac­tores de sempre “furiosos”, temendo que lhes feche as portas por onde ainda en­tram para ir comer o pouco que a federação mete. Tudo poderá ser feito para desmo­tivá-lo. Mas há informações de que a candidatura de Lan­ga será fortemente patrocinada para não perder.

Dias depois de termos publi­cado a notícia da possível can­didatura de Domingos Langa às eleições que terão lugar este ano ou no princípio do próximo, Selma Simango disse em voz alta e viva que se vai recandida­tar, ou seja que quer fazer dez anos a dirigir a federação.

Quem anda longe da famí­lia do xadrez poderá ter ficado surpreendido com a intenção de Pedro Chambule de re­gressar à presidência da FMX, avançada por certas publica­ções da praça. Ele poderá ser o candidato dos que querem im­pedir o retorno de Langa, que preferem a continuidade de Selma, esta que sozinha pode não suplantar a influência do dono da Academia de Xadrez da Matola.

Chambule quer um lugar na Federação Internacional do Xa­drez e já se apercebeu que não contará com o apoio de Selma Simango. Então para a sua pretensão não falhar melhor é contribuir para a saída dela e assumir o cargo ou colocar nele alguém da sua confiança. Para já, esse alguém não é Langa, a não ser que as suas relações se normalizem para o efeito.

CONFUSÃO NO ATLETISMO

No atletismo a situação é confusa. Shafee Sidat, enquan­to cumpre o seu manifesto eleitoral, vai dizendo que “não quero continuar”, enquanto os presidentes das associações dizem que “deve continuar.”

Shafee quer sair pela por­ta grande com a promessa de construir sedes condignas para as associações cumprida na íntegra. Ele também influen­ciou para que não fosse vendi­da a pista dos Continuadores para a construção de prédios, um negócio que encheria de muito dinheiro os bolsos de determinados dirigentes des­portivos.

Kamal Badru, secretário­-geral, tem vindo a ser apon­tado como o homem certo para substituir Shafee Sidat na presidência da FMA, mas com forte concorrência de Vic­tor Ribeiro, também do actual elenco. Fala-se ainda de Sarifa Magide e de Aurélio Le Bon, ambos antigos presidentes da­quela federação, que, provavel­mente, ter-se-ão esquecido de qualquer coisa boa de atletis­mo que da próxima farão com toda mestria. Cansaram-se de viajar para o estrangeiro quan­do lá estiveram.

Pode ser que Shafee Sidat ande a entreter a todos para na devida altura aparecer como candidato de todas as asso­ciações provinciais, podendo chegar ao escrutínio sozinho. Aliás, as associações acredi­tam que no segundo mandato Shafee vai construir pistas que fazem muita falta ao atletismo em quase todas as províncias. Acreditam que se neste man­dato com dinheiro do seu bolso construiu sedes, no segundo pode construir pistas.

Shafee pretende é ir às elei­ções a saber que será eleito por unanimidade. Caberá às próprias associações decidir pela continuidade ou pela ex­perimentação. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar, diz o adágio popular.

Noutras modalidades o ambiente ainda é calmo, mas a qualquer momento entrará em ebulição, sobretudo nas federações cujos presidentes deixam muito a desejar.

Manuel Meque
manuel.meque@snoticicas.co.mz

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