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Poeta reconhecido nas redes sociais

Por admin
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Noite Mágica” foi o poema com o qual Isack Aly Amade ganhou uma Menção Honrosa, há dias, no Rio de Janeiro, em Brasil. A distinção foi concedida pelo grupo “Poetas que Choram e Amam”, daquele país.

Segundo conta, a menção honrosa representa um gesto de reconhecimento pelo trabalho que tem feito, o que o estimula a fazer muito mais. Por outro lado, representa maior responsabilidade do ponto de vista profissional.

O poeta conversou com a nossa Reportagem dias depois do seu regresso à Moçambique e durante a entrevista mostrou o porquê de ter sido distinguido na terra do samba e da capoeira, tendo declamado o poema “Noite Mágica” para os repórteres presentes na nossa redacção.

Calmo e humilde. Mostrava-nos minuciosamente a sua veia artística nascida no bairro histórico da Mafalala onde reside. Com sonho de um dia ganhar o Prémio Camões, um título atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.

Isack Amade tem mais de 300 poemas, o que o levou a ter dificuldades na escolha do poema com qual iria participar no concurso naquele país.

Noite Mágica”, segundo o autor retrata uma passagem que viveu na província de Nampula. Doze anos depois de ter saído daquela província resolveu regressar para se encontrar com uma amiga especial que acompanhou a esposa para hospital aquando do parto do seu primeiro filho. “Quando localizei a minha amiga foi um momento peculiar. Mágico. Fomos para os locais que visitávamos quando éramos mais jovens. Por isso dediquei o poema a ela”.

Em relação ao futuro, o nosso entrevistado contou que aderiu a uma página do facebook e inscreveu-se num grupo de escritores moçambicanos emergentes designado Intercâmbio dos Escritores da Língua Portuguesa. Trata-se dum grupo para os poetas novos terem expressão.

No entanto, Amade teve o facebook como um espaço para mostrar o seu trabalho e via o impacto do poema através dos comentários. É a partir desses comentários que o autor avalia o seu trabalho. “O leitor é o segundo poeta”, disse o poeta.

O grupo tem cerca de 12 mil pessoas, tem mais de um ano de existência e conta com alguns membros distinguidos fora do país. “Ganhamos porque participamos nos concursos internacionais dos outros países”.

Amade disse que os membros de júri não são só daquele país que vão concorrer. A título de exemplo, na mesa de júri deste ano estava o escritor moçambicano, Narciso Balói.

Isack Amade não tem nenhum livro publicado, mas já tem dez livros de poesias preparados. Faltam-lhe fundos para a publicação. “Já bati todas portas possíveis e imaginárias para publicar e só encontro barreira. Fui a uma organização, mandaram-me aguardar durante seis meses alegadamente porque teriam um concurso de poesia e até hoje ainda não há nada. Não há motivação no país”, desabafou.

Idnórcio Muchanga

aly.muchanga@gmail.com

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