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Mulher como foco de formação dos artistas

Por admin
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A violência doméstica tem estado a atingir proporções alarmantes no nosso país. Preocupados com a situação, vários artistas moçambicanos participaram recentemente, em Maputo, num seminário que visava capacitá-los em assuntos de género, HIV e violência contra as mulheres e raparigas, entre outros.

Enquadrada no projecto “O canto da Liberdade” a formação tinha como objectivo fazer com que os artistas revisassem conjuntamente os seus valores, atitudes e comportamentos quanto ao género, HIV e violência contra mulheres.

A formação foi o primeiro passo na agenda das actividades comemorativas sob lema “Nenhuma Mulher a menos: por uma sociedade livre da violência”.

Participaram no seminário artistas tais como: Elvira Viegas, Roberto Chitsondzo, Tchacaze, Roberto Isaías, Simba, o Grupo de Teatro Oprimido, entre outros.

O evento é organizado pela Diakonia, Ibis, Oxfam, WeEfects, Forum Mulher e Hopem com apoio da Embaixada da Suécia, dos Países Baixos, e da Dinamarca. Sendo que a produção é feita pela Chitará Sound Rental.

Roberto Isaías, músico e activista social, participou na formação. “A formação permitiu primeiro que nós nos encontrássemos e discutíssemos vários assuntos fora do palco. E com os conhecimentos adquiridos, poderei sensibilizar os espectadores nos meus concertos sobre a equidade de género. Poderemos alargar a sensibilização para outros artistas da zona centro e norte do país”.

CANTAR PELA MULHER

Depois da formação, os artistas aplicaram ao vivo o que aprenderam. Juntaram-se e cantaram no cine-teatro Gilberto Mendes, na baixa da cidade. O concerto estava envolvido na comemoração do dia Internacional da Mulher.

 “Nenhuma Mulher a menos: por uma sociedade livre da violência”foi o lema do evento que juntou no mesmo palco os artistas: Tchacaze , Mingas, Elvira Viegas, Stuwart  Sukuma,  Roberto Chitsondzo, Anita Macuacua, Lorenah Nhate, Grupo de Teatro Oprimido, Yolanda  Kakana, Ritinha, Roberto Isaías e Mr Bow.

A prestação foi positiva pois conseguimos mobilizar artistas e jornalistas culturais. Durante o espectáculo pudemos ver que o público está cometido com a causa. Aliás, o espectáculo teve lotação esgotada”, afirma Roberto Isaías.

 

 

 

 

 

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