As artes atravessam fronteiras e unem culturas e povos. É o que ficou demonstrado, uma vez mais, quando recentemente os Ghorwane, carinhosamente tratados por “Bons Rapazes”, brindaram os fãs com um concerto inesquecível, sob dois pretextos: A comemoração dos 130 anos da elevação de Maputo à categoria de cidade e o 34.º aniversário da criação da banda.
O nome da banda –Ghorwane – é inspirado numa pequena lagoa do distrito de Chibuto, província de Gaza, terra natal de parte dos fundadores da banda.
O espectáculo começou com atraso de 45 minutos, o suficiente para incomodar aos que se fizeram ao recinto a tempo e horas.
Ainda com a plateia menos preenchida, os “Bons Rapazes” emprestaram o palco à dupla Willy e Aníbal, que interpretou “Nkandra Kaya”, “Buya Murhandziwa”, “Djohana”, “Xongani Nwanyana” e “Mensagem da mama”.
De seguida foi a vez da jovem Xhemba. No seu estilo afro-jazz, cantou duas músicas. Xixel Langa, com mais firmeza, ousadia, explorou o palco, deu um pouco do Inside me e cantou sobre o amor, na companhia do público que parecia ter despertado do sono.Trouxe louvoresa Deus, contagiando os presentes. Os que continuavam sentados finalmente levantaram-se. Saiu numa altura em que o público pedia mais.
As pessoas esperavam impacientemente pela subida dos Ghorwane. Finalmente, João Ribeiro anunciou a vez de uma das mais antigas bandas de Moçambique. O ambiente aqueceu, o público tirou os smartfones para captar as imagens. Os “Bons Rapazes” tinham chegado. A casa já estava cheia.
Carlos Gove (baixo), Roberto Chitsondzo (voz e solo), Antoninho Banze (trompete e voz), Muzila (saxofone e voz), Samito Tembe (percussão), Paito Tcheco (bateria), Jorge Moisés (teclado), Júlio Banze (trompete) e Sheila Jesuita (voz e flauta). A banda estava completa…
Texto de Pretiério Matsinhe



