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FÓRUM CULTURAL: Transformar a cultura em negócio rentável

Por admin
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Artistas, promotores das artes e culturas, jornalistas e Governo juntaram-se há dias, em Maputo, para juntos reflectirem sobre o estágio das artes. Trazer ideias que transformem a cultura em negócio rentável para os artistas e ganhos para o país foi o mote das discussões havidas durante o primeiro Fórum Nacional de Indústrias Culturais e Economia Criativa de Moçambique.

Dentre as várias recomendações, destacam-se a necessidade de rever a Lei de Mecenato, para que esta passe a beneficiar também os artistas, a criação do Instituto de Indústrias Culturais e Criativas, a disponibilização de mais informações no que concerne aos impostos a serem pagos na importação de instrumentos musicais, as quantidades mínimas de matéria-prima que constitui ferramenta de trabalho dos artistas. Foi igualmente recomendada a pertinência de os artistas passarem a descontar para a Segurança Social.

DISCUSSÕES EM BUSCA DE SOLUÇÕES E NÃO LAMENTAÇÕES

Contrariamente ao que se vinha assistindo nas sessões anteriores dos encontros entre os fazedores da arte, promotores e dirigentes, desta vez, a tónica foi diferente. Todos estavam empenhados na busca de soluções e proveito máximo das potencialidades artístico-culturais que o país tem.

JÁ SABEMOS COMO CANALIZAR AS NOSSAS PREOCUPAÇÕES

Johane Joaquim, escultor (Manica)

Foi um momento de discussão sobre o que somos. Os artistas não tinham conhecimento sobre os seus direitos. Para além das discussões, tivemos intercâmbio. Os artistas estavam apagados e não tinham onde e como discutir. Sempre reclamamos a questão da madeira que os escultores só podem levar consigo 20 quilogramas. Mas depois desta explicação, sei que posso ou podemos nos dirigir ao Balcão de Atendimento Único onde teremos mais informações.

CADA ARTISTA TEM DE FAZER TRABALHO DE CASA

–Cigarra Perrin, estilista (Inhambane)

O Fórum foi útil, mas com algumas coisas que temos de ajustar. Cada artista tem de fazer o seu trabalho de casa. Pelo menos na minha área não tenho razões de queixa. A moda não é só Moçambique. Estamos à beira da costa e temos influência de várias culturas. Cabe a nós pegar nesses instrumentos e capitalizar. De Inhambane trago boas notícias porque a província está no mundo inteiro, no mapa. Através da capulana conseguimos colocar Inhambane no mundo e resta-nos fazer muito mais e olhar essa inovação na perspectiva de negócio rentável para os fazedores das artes e cultura.

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