Quando o evento Maputo Fast Forward (MFF) arrancou ano passado, menos se esperava que na segunda edição, em curso, pudesse juntar artistas de vários países para animar e emprestar à Maputo o estatuto de “cidade criativa”. Aliás, o lema do ciclo de trinta eventos que vão durar trinta dias é: “Maputo Cidade Criativa”.
As actividades decorrem em vários espaços culturais espalhados pela cidade, tendo como lugar central a Fundação Fernando Leite Couto, Centro Cultural Brasil-Moçambique, Loja das Meias, Deal, Machamba Criativa, 16 Neto, ANIMA, ICEMA, Galeria 1834, são alguns dos locais que acolhem os debates, “workshops”, exposições de artes plásticas, conferências, encontros de arte, entre outras actividades.
Raquel Nobre, representante do MFF, explica que o programa desta edição inclui uma conferência internacional, várias exposições, “workshops”, debates e encontros. Pretende ser o “embrião” de um modelo de intervenção cultural descentralizado e em rede capaz de, não apenas estimular o desenvolvimento de parcerias e partilhas criativas, também dar à cidade um protagonismo e visibilidade que a coloque, a prazo, no mapa do continente e do mundo, enquanto “cidade criativa”.
A plataforma MFF foi criada com três objectivos principais: estimular a criatividade e inovação nas mais diversas áreas – arquitectura, cultura, “designer”, tecnologia e por aí em diante; estimular e desenvolver acções de formação no sentido de incentivar um ecossistema criativo; estimular as redes criativas para dinamizar a indústria criativa, afirma.



