
Imamo Haje, o autor da cancão com a qual se celebrizou, “Edunia”, está vivo. Radicou-se em Pemba, sua terra natal, para onde regressou para ajudá-la a crescer, também na arte que ele domina. Ainda canta, é dono duma escola que funciona “assim-assim”. Gostaria de terminar a sua carreira dirigindo a Cultura e Turismo.
Domingo, 7 de Maio, no aeroporto de Pemba. Imamo Haje despacha o seu Piano no voo para Maputo e ele acompanha-o. À simples provocação do repórter, ele responde:
“Quando isto se estraga estando em Pemba, meu irmão, é uma autêntica estagnação, mesmo em Maputo precisamos de uma pesquisa minuciosa, para encontrar que o remedará. Eu não quero parar desta maneira” desabafa, para acrescentar:
“ Até porque a via mais prática é comprar um novo piano…mas quem sou eu nos tempos que correm”, interroga-se.
Imamo Haje, é aquele cujo percurso passa por ter aprendido a cantar nas madrassas (escolas islâmicas que dividem o tempo com as oficiais) e veio radicar-se na capital do país, onde viveu, cantou e encantou durante 35 anos.
Veio a Maputo, em 1974, num dos primeiros grupos de jovens selecionados pela Revolução, logo a seguir a Independência e aqui começa a tocar a viola convencional, instrumento superior à de lata que lhe ajudoua dar os primeiros toques, ainda em Pemba.



