
Texto de Pretilério Matsinhe
“Devemos combater a inexistência de fundos para o cinema”. Esta ideia é defendida por Diana Manhiça, presidente da Associação de Amigos do Museu de Cinema em Moçambique (AAMCM) e directora do Kugoma. A afirmação é feita a propósito da realização da oitava edição do Festival de Filmes de Curta-Metragem- Kugoma, em Maputo, entre os dias 28 a 30 de Setembro corrente.
Incansável, Diana Manhiça é uma das cineastas que tudo tem feito para promover o divulgar o cinema moçambicano, dando primazia aos principiantes nesta arte. O cinema é uma das áreas que mais se ressente da falta de fundos, devido ao elevado custo para rodagem de filmes.Mas, ela afirma categórica: “Sou apaixonada pelo que faço e nunca vou desistir”.
A propósito da realização do festival Kugoma na cidade de Maputo, nos dias 28 a 30 de Setembro, conversamos com a jovem directora daquele projecto.
Diana Manhiça chegou. Simples e como sempre sorridente, mas apressada. Ela queria ter mais do que 24 horas por dia para cumprir sua agenda.
Mesmo apressada, ela sentou-se, soltou um sorriso e de leve disse: “vamos a isso, o que lhe posso contar?”.
Mesmo diante da imprensa, Diana não fica nervosa. Firme, sempre esfrega o ecrã do telemóvel com uma sofreguidão e irritação quando deseja efectuar uma chamada, escrever uma mensagem. “Preciso trocar isto”, comenta, num tom de pedido de desculpa porque vive ocupada e aquele telemóvel não pára de tocar.
Aliás, são oito anos a batalhar para a realização do Kugoma, em busca da promoção e elevação da cultura moçambicana.
Explica calmamente que o Kugoma este ano vai sofrer algumas alterações. Pois, nas edições passadas, o festival durava dez dias. Este ano terá apenas três dias por causa dos problemas de financiamento. “Os motivos são óbvios e acabamos por optar por três dias, um modelo que também funciona. A falta de financiamento é o grande problema já que as empresas não investem na arte em si”.



