Os bailarinos e coreógrafos João dos Santos Martins (Portugal) e Cyriaque Villemaux (França), irão escalar a Cidade de Maputo, nos próximos dias, com vista a apresentar e brindar o público com três eventos designadamente: performance/instalação, workshop e o espectáculo Autointitulado.
No dia 23 de Março, o Centro Cultural Português (Camões) acolherá o primeiro evento designado performance/conferência/instalação Dança da Crise ou Talvez ele pudesse pensar primeiro e dançar depois ou Como fazer coisas sem dança ou oldschool#40 de João dos Santos Martins, após um convite de Susana Pomba, com coreografia de Cyriaque Villemaux.
Esta peça estreou no final de 2015, no âmbito do Old School em Lisboa (Portugal) e teve origem numa conferência-perfomance chamada Dança da Crise que se debruçava sobre a ligação, crise e finanças e em que João dos Santos Martins interpretava uma curta coreografia de Cyriaque Villemaux.
O segundo evento será um workshop de dança contemporânea sobre práticas de imitação e reconhecimento sob orientação dos dois artistas, no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM), entre os dias 27 e 29 do mês em curso. No dois primeiros dia serão analisados em conjunto as semelhanças e diferenças entre várias acções e movimentos e por sua vez, traduzi-las noutros suportes de performance.
O workshop contará com a participação de um grupo de bailarinos moçambicanos que participarão na formação. Este momento de partilha e intercâmbio de conhecimentos culminará com a apresentação pública dos resultados do workshop de dança no dia 29 de Março.
No dia 31, haverá por fim o espectáculo designado Autointitulado de João dos Santos e Cyriaque Villemax. Este tema oferece uma viagem por certos fantasmas da história da dança, pessoal e paradigmática, sem se prender a uma dança em particular, mas uma série de memórias e ideias danças.
Autointitulado é como um álbum que percorre imagens marcantes, reminiscências da memória colectiva ou de certos clichés e inconscientes da dança. A partir desses fragmentos, tanto familiares como monstruosos, os bailarinos convidam o público a completar a parte que falta, para construir as suas próprias ficções.
Refira-se que esta é uma iniciativa que resulta de uma parceria entre o Camões e o CCFM, com o apoio do Ministério da Cultura do Governo de Portugal e da Direcção-Geral das artes, através do Programa de Apoio à Internacionalização.



