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Artistas plásticos homenageiam Paulina Chiziane

Por admin
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Onze artistas das artes plásticas prepararam uma exposição com o propósito de homenagear a escritora Paulina Chiziane. As obras em reconhecimento à escritora estão expostas na Mediateca do BCI.

São sete obras de pintura e escultura inspiradas nos personagens existentes nos diferentes livros da escritora. Segundo os artistas, a iniciativa surgiu em Fevereiro do corrente ano, quando juntaram-se num workshop com vista a discutir as obras de Paulina Chiziane, tendo  surgido a ideia de transformá-la, representando cada livro através de uma obra.      

Jorge Sibia, representante dos artistas,  disse que a ideia deve-se ao facto de Paulina Chiziane ser a fonte inspiração para todos eles. “Sentimos a necessidade de prestar um tributo a esta costureira de belas e sábias palavras que cobrem as nossas almas nuas, através dos seus depoimentos mitológicos ou verdadeiros que tornam, neste projecto,as nossas vozes uníssonas, evidenciando assim a nossa identidade. Associaram-se cores, linhas, incisões e palavras de modo a despertarem na sociedade a ideia de que este é o tempo certo para buscarmos aquilo que nos foi atribuído nos planos espiritual e intelectual”, disse.

A  homenageada, Paulina Chiziane, não pôde estar presente por imperativos profissionais e em sua representação esteve a sua filha, Salomé Cabo que disse:  “Esta mostra é um grande reconhecimento ao trabalho da minha mãe. Acredito que ela gostaria muito de estar aqui para viver convosco este momento. Se ela aqui estivesse, e sendo ela uma mulher das artes, acredito que estaria a cantar connosco. Provavelmente, um destes dias, ela estará sentada com estes artistas para executar a sua obra. Agradeço muito em nome dela.”

Para o Administrador do BCI, Luís Aguiar, na exposição “a Literatura funde-se com a pintura e a escultura numa rapsódia artística de cores e formas. Mas esta exposição é igualmente um encontro de gerações de fazedores de arte, contando com a experiência bem alicerçada de Ídasse e de Vítor de Sousa e com a irreverência característica da juventude de Pekiwa ou de Quehá. Ao acolhermos esta mostra, fazemo-lo na convicção de que somos parte activa no processo conducente à valorização de uma parte importante da memória colectiva do povo moçambicano, memória que a todos deve inspirar e conduzir como verdadeiros actores do processo de desenvolvimento de um País que promove, através da Arte, a sua Cultura e a sua Identidade.”

Vítor de Sousa, o decano dos 11 artistas participantes, explicou um pouco o processo dos dois maiores trabalhos, intitulados Serenata1 e Serenata 2: “Cada um fez a sua leitura da obra da Paulina. Foi uma interpretação pessoal. Todos olhámos para a tela em branco e começámos. Ora tracejava um, ora tracejava outro. Foram 15 dias de trabalho em volta da obra desta Malangatana da escrita.”

 

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