Milhões de braços uma só força …vamos vencer. Este foi o lema “oculto” da sexta edição do More Jazz Series que há um mês vem tendo diversas manifestações culturais na capital do país. Mesmo não sendo evocado directamente, o Hino Nacional foi exaltado no More Jazz Series. Os organizadores pretendem através do lema, “sensibilizar primeiro a todos os moçambicanos a gostarem de si, do seu país e a saber dar valor a este país que muito nos orgulha. É também uma maneira de dizer, cantar para todos apelando para a união , pois os momento de crise por que passamos, são passageiros. Somos um país com estrutura e temos capacidade para ultrapassar as situações adversas actuais”, explica Moreira Chonguiça, promotor do More Jazz Series.
Durante o mês de Outubro, sessões de cinema todas as quartas-feiras e música ao vivo, Jazz, nas quintas-feiras, caracterizaram os eventos que têm como finalidade colocar Moçambique no mapa mundial como referência do turismo cultural.
A par da agenda acima, está presente nas paredes do Polana Serena Hotel, uma mostra fotográfica dos fotógrafos Sérgio Costa e Mauro Vombe. São fotografias que retratam as anteriores cinco edições do More Jazz Series, destacando-se o saxofonista Najee, Hugh Masekela, Jonathan Butler, Manu Dibango, Isabel Novela, Moreira Chonguiça, Angelique Kidjo, Professor Orlando da Conceição, entre outros.
O momento mais alto do More Jazz Series aconteceu com a realização de dois concertos. O primeiro teve lugar no dia 28 de Outubro com a actuação da banda do músico cubano Omar Sosa, da italiana Susanna Stivali, da sul-africana Judith Sephuma, do moçambicano radicado na África do Sul, More Jazz Big Band, Ildo Nandja (diga-se em abono da verdade, Ildo foi uma revelação que surpreendeu e agradou a plateia). Actuaram ainda The Moreira Project, do mentor da iniciativa, Moreira Chonguiça. Como surpresa, até porque não constava dos cartazes, cantou o ícone da música sul-africana, Sipho Hotstix Mabuse que pôs a plateia de pé cantando na companhia da Judith Sephuma e Moreira Chonguiça, a tão conhecida composição Jive Soweto. A participação, em jeito de surpresa, de Sipho Mabuse era uma homenagem pela ocasião da celebração dos cinquenta anos de carreira do músico.
No dia 29 de Outubro, no Porto de Maputo, baixa da cidade, estavam agendadas as actuações de todos os músicos acima mencionados, menos Sipho Mabuse. Constavam ainda as lendas vivas da música moçambicana inseridas no álbum Khanimambo – Homenagem a lendas da música moçambicana. São eles Xiduminguana, Zena Bacar, Hortêncio Langa, Wazimbo, Elvira Viegas, Ali Faque.
A anteceder os concertos dos dois dias foram realizadas duas sessões de Master Class na última quinta-feira. Uma teve lugar no Complexo Pedagógico da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), orientada por Omar Sosa, Sipho Mabuse e Judith Sephuma. Outra sessão foi realizada na Escola de Comunicação e Artes (UEM), orientada pelos músicos Sasanna Stivali e Ildo Nandja.
Texto de Frederico Jamisse
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