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JOGO AMIGÁVEL: Vamos ao Togo consolidar o modelo

Por admin
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–Abel Xavier, a propósito do jogo particular do próximo domingo

Os jogadores da Selecção Nacional de Futebol, “Mambas”, concentram-se amanhã, segundafeira, em Maputo, tendo em vista o desafio particular do próximo domingo frente ao Togo, em Lomé. O objectivo da equipa técnica moçambicana é consolidar o modelo de jogo e os níveis competitivos dos atletas.

Até às 21.30 horas de
amanhã os atletas
deverão estar concentrados
num hotel em
Maputo, treinando-se
no Estádio Nacional do Zimpeto
nos dias 4 e 5 de Outubro. A
partida para o Togo está agendada
para quinta-feira, com
uma escala nocturna em Adis-
-Abeba, Etiópia, donde seguem
na sexta-feira para o Togo. Em
Lomé, os “Mambas” têm agendado
um treino no sábado à
hora do jogo, 16.00 horas locais
e 14.00 em Maputo.

Para este encontro, o seleccionador
nacional de futebol,
Abel Xavier, convocou um total
de 21 jogadores, maioritariamente
presentes nos últimos
compromissos com o Ruanda e
Maurícias inseridos nas eliminatórias
de qualificação ao CAN
2017.
Eis a convocatória
Guarda-redes: Victor (Ferroviário
de Nacala) e Guirrugo
(Maxaquene).
Defesas: Bheu (Nacional de
Portugal), Jeitoso e Edmilson
(Ferroviário de Maputo), Salomão
(Ferroviário de Nampula),
Zainadine Jr. (Tianjin Teda, China),
Mexer (Stade Rennais FC,
França) e Ronny (Ried, Austrália).
Médios: Lóló (Estrela Vermelha),
Witi e Geraldo (Nacional,
Portugal), Gito (Ferroviário
de Maputo), Raúl (Ferroviário de
Nampula), Clésio (Panetolikos,
Grécia), Nuno (Chingale) e Luís
(União Desportiva do Songo).
Avançados: Dayo (Ferroviário
da Beira), Sonito (Liga Desportiva
de Maputo), Dominguez
(Bidwest, África do Sul) e Elias
(Liga Desportiva de Maputo).
MUDAR A CONSOLIDAR
Abel Xavier explicou que o
desafio está inserido no alinhamento
pré-definido de tornar
a equipa competitiva, jogando
com adversários diferentes do
habitual. É nesta lógica que noutra
data-FIFA, 12 de Novembro,
os “Mambas” terão um particular
com um adversário com
características diferentes das
do Togo.
Referiu que foram convocados
novos atletas no âmbito da
estratégia de alargar a base de
dados de atletas seleccionáveis
para tornar a equipa e o grupo
mais competitivo. “Os objectivos
passam por competir
mesmo em jogos com carácter
amigável”.
Abel Xavier justificou a similaridade
das convocatórias afirmando
que todas as alterações
em curso na estrutura da selecção,
nomeadamente a implementação
dum novo modelo de
jogo, deram indicações positivas
de que enquanto se mentalizar e
consolidar essas novas rotinas
com jogadores que dão mais estabilidade
e continuidade, será
muito mais fácil algumas alterações
pontuais.
– Portanto, aquilo que pretendemos
é que a equipa e o
grupo vão crescendo mantendo
um padrão e obviamente
as entradas são para enquadrar-
se nas mesmas rotinas.
Na convocatória, assinalam-
-se cinco entradas, que são do
guarda-redes Victor, do Ferroviário
de Nacala, Geraldo, do Nacional
da Madeira, Dayo, do Ferroviário
da Beira, Ronny Marcos,
a jogar na Austrália, e Nuno, do
Chingale. Há ainda a assinalar o
regresso de Zainadine Jr.
O técnico afirmou que são
atletas a acrescentar na base
de dados de todos os jogadores,
porque os que ficaram de fora
depois do jogo com as Maurícias
são seleccionáveis. O que
se pretende é alargar o grupo
mantendo a mesma estrutura
competitiva.
– Temos um grupo que
nos dá garantias, temos jogadores
que mesmo este jogo
sendo de carácter amigável
querem estar no grupo e querem
participar, o que é muito
importante.
Questionado se a exclusão de
jogadores como Jumisse, Faizal
Banghal, Pinto e Reginaldo não
resultava das suas exibições no
último jogo com as Maurícias,
Abel Xavier desmentiu categoricamente
nos seguintes termos:
– Não existe da minha
parte nenhuma orientação
específica de não convocar
jogadores que tiveram sub-
-rendimento num ou outro
jogo. São todos seleccionáveis.
Este jogo dá-nos margem
para seleccionar outros
e assim vamos prosseguir.
Detalhou que não lhe importa
se um clube fornece mais
ou menos atletas. “Não é isso
que me preocupa nem é essa
a minha orientação, estamos
a falar de clubite. O seleccionador
nacional convoca os
jogadores que dão garantias,
que já conhecem o espaço da
selecção nacional e rotinas, e
são estes mesmos jogadores
que vão amparar os novos”.
Congratulou-se por, na sua
óptica, já ser possível encontrar
na selecção nacional um
padrão definido, um modelo
de jogo definido, não obstante
algumas alterações em função
do rendimento dos jogadores e
também do objectivo de reduzir
gradualmente a média de idade
do conjunto.
Tal como referiu, o resultado
de a convocatória estar a
ser reestruturada ao nível da
idade dos atletas é também
consequência do trabalho que
os clubes estão a fazer, nomeadamente
os treinadores, de dar
mais oportunidades aos jovens
para que possam competir com
os mais experientes.
– Estes jogadores jovens
terão obviamente muito mais
futuro do que os mais velhos.
Para mim o que é mais importante
é que estes jogadores
jovens estão preparados,
são competitivos e, de facto,
querem marcar uma posição
de afirmação na selecção e,
claro, nós abrimos espaço ao
jogador que esteja a firmar-
-se nos clubes como é o caso
de Dayo, numa posição muito
particular no "Moçambola",
porque se analisarmos bem
a maior parte das equipas na posição de ponta-de-lança
joga com jogadores estrangeiros.
Prosseguiu afirmando que
nas equipas do “Moçambola” há
um défice em algumas posições
para serem trabalhadas ao longo
do tempo.
“Se analisarmos a reestruturação
podemos dizer que
actualmente a selecção principal
é também selecção Sub-
23. Moçambique tem na prática
três selecções: Sub-17,
Sub-20 e selecção principal, e
isto é importante”, enfatizou.
Indagado sobre as expectativas
no jogo frente ao Togo,
Abel Xavier afirmou que é muito
importante dar um grau de competitividade
aos jogadores com
adversários com os quais não
estão habituados a jogar.
“No passado criou-se uma
rotina, um hábito de jogarmos
sempre com os mesmos
adversários, vizinhos. Ao
jogarmos com adversários
diferentes, estamos a obrigar-
nos a pensar num trabalho
também diferente face
aos adversários, e também
obrigar o jogador a crescer
sabendo que vai encontrar
adversários mais fortes. O
Togo está qualificado ao CAN
2017 por mérito”, argumentou.
O técnico disse esperar uma
reacção positiva dos atletas
embora com um grau de dificuldade,
sabendo-se que o Togo
está melhor colocado, mas é
justamente competindo com
adversários difíceis que nos
apercebemos como é que nós
podemos responder a essas adversidades.
– É importante que estejam
a surgir adversários que
querem jogar com Moçambique,
é fruto da nossa subida
no ranking. A federação do
Congo identificou Moçambique
para realizar um jogo.

Simão e Pelembe não estão a competir

Abel Xavier já afirmou por
várias vezes que não gosta de
comentar a ausência dum e doutro
jogador nos “Mambas”. Mas
os jornalistas entendem o contrário.
Desta vez, o técnico foi
cooperativo e comentou a situação
de Hélder Pelembe e Simão
Mathe Jr.
Revelou que recomenda aos
jogadores que para estarem dentro
dos seleccionáveis é necessário
que estejam a competir. “Isto
é fundamental”, sublinhou.
– Simão é um jogador que
quer estar, teve um comportamento
exemplar, sabemos do
passado dele que por dois
anos não representou
a nossa selecção, passou por
uma situação de adversidade
no Levante, que desceu de
divisão e obrigou a uma ruptura
mútua de contrato. Neste
momento está em busca dum
clube para fazer o que ele
mais gosta, que é jogar.
Referiu que na mesma situação
está Hélder Pelembe que
também está num grupo vasto
de seleccionáveis, mas ficou
também numa condição de falta
de clube.
– O meu conselho nestas
situações é que haja
imediatamente um
r eajustamento
mesmo nas equipas
do "Moçambola" para que
continuem a jogar, porque o
jogador tem de jogar. O jogador
tem de admitir que se tem
de dar um passo para trás irá
dar dois para frente. Jogar e
estar em competição é a solução,
é seleccionável. Essas
são as directrizes porque não
seria justo nem correcto se eu
mantenho um trato de igualdade
com todos os jogadores.
Foi incisivo afirmando que
“uma coisa é observar jogadores
em termos competitivos
por falta de défice. A selecção
não é para fazer
experiências
nem
para a preparação de níveis de
condição física dos atletas”.
No mesmo grupo figura Ricardo
Campos que no final do
ano passado teve uma lesão grave
e foi operado. “Temos acompanhado
a sua situação, está
recuperado mas está numa
condição de não inscrito no
União da Madeira, mas é obviamente
um jogador seleccionável
desde que esteja regularizada
a sua situação. Do
ponto de vista competitivo é
um dos guarda-redes que está
dentro dos selecionáveis como
outros”.

Custódio Mugabe
custodio.mugabe@snoticicas.co.mz

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