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Cronologia da tragédia em Paris

Por admin
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As primeiras notícias surgiram pelas 22h20 locais (também hora de Maputo), dando conta de várias explosões perto do Estádio de França, onde decorria um jogo de futebol entre as selecções francesa e alemã, e de um ataque com arma de fogo num restaurante.

Pela 01h30 de sexta-feira, o número de mortos ultrapassava já uma centena, tendo a maioria morrido num ataque à sala de espectáculos Bataclan, onde à hora dos ataques estavam cerca de 1.500 pessoas a assistir a um concerto dos norte-americanos Eagles of Death Metal. Naquela sala viveu-se uma situação de reféns, que terminou com um assalto policial.

Oito terroristas morreram, quatro na sala de espectáculos Bataclan, dos quais três fizeram-se explodir e um foi abatido pela polícia. O ataque foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico.

Os ataques registados em Paris foram conduzidos em sete pontos diferentes da cidade: Estádio de França, na Gare Du Nord, no restaurante Petit Cambodge, no bar Le Carrilon, no Bataclan Concert Hall, no Belle Equipe Bar, em Les Halle.

O presidente francês, que na altura dos primeiros relatos estava no Estádio de França, anunciou pelas 00h00 locais que decretou o estado de emergência no país e o controlo das fronteiras na sequência de "ataques terroristas sem precedentes".

Solidariedade mundial

Os ataques já foram condenados por vários países, entre eles os Estados Unidos da América, Alemanha, Portugal, Canadá, índia, Itália, China Indonésia, Filipinas, Espanha, Reino Unido, Venesuela, Vaticano, Malásia, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Peru, Rússia, Egito, Afeganistão, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Brasil e Israel.

Os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmaram estar profundamente horrorizados com os ataques. Já o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, afirmou estar "profundamente chocado" com os ataques, que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU),  Ban Ki-moon, considerou "desprezíveis".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, condenou os atentados terroristas em Paris e sublinhou que a Aliança está "fortemente unida na luta contra o terrorismo", o qual, garantiu, "nunca derrotará a democracia".

Até ao fecho da nossa edição no dia de ontem contabilizavam-se já mais de 200 feridos e acima de 120 mortos.

 

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