
Os vendedores informais voltaram a invadir e destruir os parques de terminais de transporte semi-colectivos e inter-provinciais do Xikheleni e Zimpeto, na cidade de Maputo.No caso do parque de Xikheleni, não passa um ano que o presidente do Município de Maputo, David Simango, reinaugurou, após uma reabilitação que custou cerca de 4 milhões de dólares norte-americanos, concedidos em crédito pelo Banco Mundial.
Trata-se de vendedores que tinham sido convidados a abandonar aquele local para que, posteriormente, ocupassem bancas existentes em mercados circunvizinhas.
Os dois parques foram concebidos pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo, para funcionar como terminais de transportes semi-colectivos que exploram rotas para diversos bairros da cidade de Maputo e destinos como Matola, Xai-xai, Marracuene, Chókwè, Manhiça.
A presença daqueles ambulantes naqueles lugares tem estado a dificultar a circulação de viaturas e a criar um total desconforto para centenas de utentes que diariamente passam por aqueles locais à procura de transporte para os mais variados destinos.
É que naquele lugar os informais circulam com carrinhas de mão carregadas de roupa, sapatos usados, acessórios de telemóveis, fruta, alimentos confeccionados e prontos para o consumo, crédito de operadoras de telefonia móvel, refrigerantes, peixe e outros mariscos, água gelada, ou seja, um pouco de tudo que se possa imaginar, transformando os terminais em espaço comercial e promovendo desordem no local.
VEDAÇÃO VANDALIZADA
O parque de Xikheleniencontra-se com a vedação parcialmente vandalizada, casas de banho imundas e sem energia, facto que leva os “chapeiros” a descarregarem, no período nocturno, os passageiros fora do terminal, por temerem a ocorrência de assaltos.
Devido à falta de iluminação, durante a noite, os ambulantes usam velas, lanternas e candeeiros para iluminar o seu espaço e levar adiante a sua actividade. Outros optam por aproveitar-se da iluminação da Avenida Julius Nyerere, fixando as suas bancas em passeios das imediações.
Lixo, água turva e outro tipo de imundície é o que se nota, igualmente, como consequência dessa ocupação.
A Polícia Municipal, por seu turno, vira as suas atenções para as movimentações dos “chapeiros”, posicionando-se bem distante de repor a ordem nas actividades dos ambulantes.
Facto curioso é a existência de fiscais no mercado que cobram taxas diárias de exploração dos mercados a esses vendedores informais, o que consolida as suas movimentações dentro dos terminais e nas bermas de estradas.
Entretanto, domingo soube que o Conselho Municipal da Cidade de Maputo irá erguer uma nova infra-estrutura no mesmo local, que consistirá na construção de um muro de vedação em betão, duas guaritas com cancelas para o controlo do movimento de carros e ainda a restauração dos sanitários, sistema de esgoto e nova electrificação.
As obras serão adjudicadas a Libombo Construções e o pacote prevê também uma nova pintura, reconstrução dos alpendres e a instalação de um posto policial que vai ajudar para a manutenção da ordem no interior do espaço.
Em relação ao terminal do Zimpeto a Vereação dos Transportes viu a necessidade de reforçar a segurança, colocando guaritas para permitir o controlo do acesso ao local e tornar mais eficiente o sistema de cobrança das taxas de utilização.
Segundo João Matlhombe, Vereador dos Transportes e Trânsito no Conselho Municipal de Maputo, está em negociação um contrato para a limpeza do terminal do Zimpeto que é um dos constrangimentos que se vive actualmente, uma vez que o nível de limpeza é deficiente.
Na junta, onde o sistema de cancelas e de cobranças não surtiu os efeitos desejados devido a acidentes protagonizados por condutores, as obras consistirão na colocação também de uma cela no posto policial já existente.
Idnórcio Muchanga
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