O adiamento do arranque do ano lectivo-2026, inicialmente previsto para o dia 30 de Janeiro passado, devido ao facto de muitas escolas estarem destruídas, inundadas ou a acolher provisoriamente vítimas das cheias e inundações, foi um dos temas que marcou a actualidade nacional. Na ocasião, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, referiu que, ao nível nacional, 431 escolas foram afectadas, 281 salas de aula destruídas totalmente, mais de 80 são centros de acolhimento, 218 encontram-se sitiadas, 167 sanitários estão derrubados (85 parcial e 82 totalmente), 427.289 alunos e 9204 professores foram afectados.
A medida remete-nos a uma reflexão profunda sobre a necessidade do reajuste do calendário escolar, tendo em conta o facto de, por estas alturas do ano, o país viver ciclicamente cenários de cheias que obrigam ao uso das escolas para acolher as vítimas das intempéries, agravado as dificuldades na alocação do material de ensino, devido à destruição das vias de acesso. Muitas são as ideias avançadas, com alguns círculos de opinião a identificarem-se com a decisão e outros contra, mas a verdade é que as aulas foram reprogramadas para iniciar a 2 de Março, devendo ser estudadas as formas para reajustar o tempo perdido em função do adiamento.
No nosso entender, poderá avançar-se com a prorrogação do ano lectivo por mais um mês ou mesmo elaboração de conteúdos específicos, sobretudo para os alunos do ensino primário, de modo que não percam de vista as matérias. Também queremos apelar aos pais e encarregados de educação para que, neste período do defeso forçado, encontrem formas de ambientar os seus educandos, principalmente as crianças, com conteúdos específicos, para que não fiquem à espera do reinício das aulas.
O outro aspecto que julgamos ser pertinente que seja regulado tem a ver com o funcionamento de algumas escolas privadas, sobretudo do ensino básico, na medida em que algumas já arrancaram com as aulas e outras ainda. Aliás, no que diz respeito a este tipo de escolas, há que deixar claro o seu âmbito de actuação, em virtude de parte significativa não estar a leccionar, mesmo as que não estão nas zonas inundadas, entretanto, já fizeram a cobrança da primeira mensalidade. Leia mais…



