O Comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), repreende profundamente o comportamento desproporcional e imprudente praticado pelos quatro agentes da corporação, cuja instrução foi formalmente expressa para instauração do processo disciplinar com vista à sua expulsão, enquanto em paralelo incentam-se outras diligências para a responsabilização criminal dos membros.
A medida surge na sequência dos incidentes ocorridos ontem ao longo da Estrada Nacional Número-1, no distrito de Marracuene, província de Maputo que culminaram com a morte de uma menor de 12 anos que viajava numa mini-bus, atingido por uma bala disparada por um agente da PRM, que veria também a perder a vida, devido ao linchamento por parte da população que optou pela justiça pelas próprias mãos.
O Comando-geral da PRM apela a sociedade a não pautar pela justiça pelas próprias mãos independentemente das circunstâncias e reitera o seu compromisso e engajamento incondicional na garantia da lei e ordem e na salvaguarda da segurança de pessoas e bens em conformidade com os princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade das acções.
Em Comunicado de Imprensa, a PRM esclarece que por volta das 5 horas do dia 1 de Setembro corrente, na Estrada Nacional Número -1, no Posto de Controle de Nhongonhane, distrito de Marracuene, província de Maputo, depois de um agente da Polícia de Trânsito, ter procedido à devolução da documentação e autorizado as viaturas interditas a seguirem com as suas marchas, após terem pernoitado no mesmo posto, “quatro agentes da Polícia de Protecção, usando uma viatura particular, seguiram a viatura e após tentativas frustradas de imobilização efectuaram um disparo, alvejando mortalmente um menor de 12 anos que em vida respondia pelo nome de Feniasse Jemusse Muchanguera, que viajava na companhia de seus progenitores, todos residentes na província de Manica”.
De referir que na sequência houve tumultos que condicionaram o tráfego rodoviário, tendo sido a PRM obrigada a lançar gás lacrimogéneo para repor a ordem.



