
Chimoio celebrou na passada quarta-feira, o 44º aniversário da elevação à categoria de cidade com muitos desafios pela frente.
O saneamento do meio, a erosão, que já destruiu algumas vias de acesso em muitos bairros daquela urbe, os conflitos pela posse de terrenos, a necessidade de reabilitação das principais ruas, ineficiência no fornecimento de água potável à população e o melhoramento da iluminação pública são alguns dos problemas que retardam o desenvolvimento da curbe que no passado foi considerada como sendo a mais limpa do país.
Apesar dos esforços visíveis da edilidade, ainda há muito por se fazer, sobretudo nas zonas suburbanas.
O presidente do Conselho Municipal de Chimoio (CMC), Raul Conde, falando num comício depois da deposição duma coroa de flores na praça local dos Heróis Moçambicanos, por ocasião da efeméride, reconheceu claramente que para melhorar a imagem daquela cidade, o seu executivo deve redobrar esforços e estar de mãos dadas com os munícipes, principalmente no que tange à gestão de resíduos sólidos.
Durante o encontro popular, Raul Conde apresentou um breve informe no qual destacava algumas actividades realizadas do ano passado a esta parte. Disse que nesse período foram reabilitadas cerca de 95 quilómetros de estrada na zona de cimento e nos arredores em resposta aos efeitos das chuvas que reduziram grandemente os níveis de circulação na urbe.
Nesse mesmo período, segundo Raul Conde, foram construídos pontões que permitem a comunicação e ou a circulação de veículos e pessoas nos bairros 16, 25 de Junho, 7 de Setembro, Josina Machel, Nahamonha, Chissui, 1º de Maio, Francisco Manyanga e bairro 5.
Na área de abastecimento de água à população, o executivo abriu e montou 14 fontenários em diversos bairros da cidade e foi alargada a rede de fornecimento de energia eléctrica e escolar. Conforme avançou, está em curso a construção de três salas de aulas nos bairros Stanha de forma a aliviar o sofrimento das crianças que percorrem entre três a sete quilómetros para encontrar uma escola.
Num outro desenvolvimento, o presidente referiu-se ao plano de combate à pobreza urbana. No quadro deste plano, o município financiou mil e 294 projectos que criaram dois mil e 250 empregos para homens e mulheres, incluindo jovens de ambos os sexos, entre outras realizações de vulto.
Raul Conde lembrou que numa altura em que faltam apenas alguns meses para o término do seu mandato, a edilidade vai arrancar com as obras de asfaltagem no prolongamento da Avenida 25 de Setembro, desde o prédio Manuel Nunes até à zona da Penitenciária Agrícola de Manica, vulgo Cadeia “Cabeça de Velho”, num troço de aproximadamente um quilómetro e meio. As obras custarão 10.5 milhões de meticais, valor disponibilizado pelo Conselho Municipal de Chimoio. Neste momento, decorre o processo de selecção do empreiteiro da obra que, ao se concretizar, resolverá o problema da população principalmente na época chuvosa.
Paralelamente a isso, estão em curso trabalhos de ordenamento dos bairros 16 de Junho e Josina Machel. Para o efeito, serão aplicados 60 mil euros, dos quais 40 mil vêm do Banco Mundial e 20 mil euros dos cofres do Conselho Municipal.



