A Companhia nacional de Canto e Dança (CNCD) estreou na última sexta-feira, no cinema África, a peça “Uno Dance”.
A peça é um trabalho da autoria dos coreógrafos Abacar Mulima, Pérola Jaime e do Zimbabueano Rikarudo Mawere.
Inspirada no simbolismo vivencial da sociedade moçambicana, “Uno Dance”, é espelho daquilo que muitos cidadãos moçambicanos enfrentam no seu dia-a-dia para fazer face as dificuldades sociais, politicas, económicas e culturais.
Segundo Abacar Mulima, um dos co-responsáveis na concepção e desenho coreográfico do “Uno Dance”, esta obra reflecte o mal que enferma as comunidades e, também, o belo que elas desenvolvem com objectivo de dar a volta as diversas dificuldades por que passam
“Ao pensarmos na criação do espectáculo “Uno Dance”, partimos do pressuposto segundo o qual, uma sociedade sem cultura, não tem identidade, pelo que, socorremo-nos no simbolismo da dança para dizer que se todos unirmos esforços, usando a cultura, no caso concreto, a dança, podemos vencer ou, pelo menos, minimizar o sofrimento do povo moçambicano e não só” frisou Mulima.
Esta obra, segundo Abacar Mulima, é inspirada nos problemas da segurança pública, criminalidade, fome, HIV/SIDA, e as recentes enxurradas que assolaram o país para dizer que mesmo vivendo estes e outros problemas, o povo moçambicano tem capacidade para, unido numa única causa, vencer e tornar a sociedade moçambicana num espaço de paz e harmonia social.
“Uno Dance” ‘e um espectáculo multi-criativo que une no mesmo espaço cénico a diversidade cultural que o pais possui para trazer o recrear corporal, o sublime e o cintilar dos movimentos dos bailarinos da CNCD em prol do desenvolvimento sustentável em Moçambique.



