
Texto: Carol Banze
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“Não! Isto não pode estar a acontecer comigo…”. Deste modo reagiu Kátia Saraiva, de 39 anos, depois de receber, em 2013, uma das piores notícias da sua vida: o diagnóstico do cancro da mama. Naquele momento anteviu que a sua vida tinha acabado, um prognóstico que ganhou força após a realização de exames médicos minuciosos. O resultado dizia que lhe restavam, apenas, três meses de vida.
Meses de sofrimento ao extremo, apelos e desistências. Foi exactamente deste modo que uma doente de cancro da mama, natural de Sofala, empresária, formada em “Marketing”, casada e mãe de um menino de cinco anos, enfrentou a terrível, temida e mortífera doença, que actualmente no nosso país faz cada vez mais vítimas.
Só para ilustrar, em cada 100 mulheres, 54 perdem a vida.
De acordo com a Ministra da Saúde, Nazira Abdula, o alto índice de mortalidade em Moçambique é causado pelo diagnóstico tardio, o que leva à ideia segundo a qual ter cancro da mama é sinónimo de morte.



