
Redacção
Em princípios deste ano foi desencadeada, no centro e norte de Moçambique, uma grande iniciativa de fiscalização da exploração florestal a qual culminou com a apreensão de 222.376,42 metros cúbicos de madeira em toro e 18.293 serrada.
Durante e depois da “Operação Tronco”, como foi baptizada a campanha de fiscalização, a questão que surgiu foi de saber qual seria o destino a dar aos toros confiscados, numa altura em que alguns círculos de opinião sugeriam, inclusive, a incineração.
Felizmente, o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural e o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano tiveram a calma suficiente para decidir que a madeira devia ser usada para a produção de carteiras escolares para serem distribuídas em vários estabelecimentos de ensino no país.
Foi neste contexto que, em Novembro, a cidade de Tete parou para testemunhar o lançamento de uma iniciativa que, em 2018, vai tirar do chão cerca de um milhão de crianças, com a produção de 140 mil carteiras com base em madeira apreendida.
Os esforços do Governo, das comunidades e dos parceiros permitiram a redução ao nível nacional da taxa de analfabetismo para 45 por cento, sendo que presentemente em cada 100 moçambicanos 55 podem ler, escrever e fazer contas, conforme enalteceu o Chefe do Estado.
Na verdade, o Governo está a imaginar outras formas mais inovadoras para suprir o défice de carteiras nas escolas, tirando proveito do facto do nosso país possuir uma vasta riqueza em recursos florestais.
São estes os argumentos que pesaram para a escolha dos dois ministérios como “figuras do ano” na área social.



