
É difícil resistir-lhe. Seu nome é Mário Mabjaia. Marcou uma geração de fazedores e apreciadores do Teatro na década noventa. Depois de desapareceu por alguns anos dos palcos por imperativos de formação académica. Depois voltou e continua a emprestar o seu talento na arte de reescrever a vida!
É frequente dizer-se que as coisas no Teatro não andam bem. As lutas são individuais. Não há uma mensagem colectiva. Sorvendo um café fumegante, Mario Mabjaia aceitou o repto de revisitar a sua própria estrada. Disse da sua justiça mas também daquilo que o inquieta no mundo das artes.
Mabjaia, o teatro vai mal?
É um discurso recorrente. Dizem que o pessoal do teatro fala muito…
Como é que enquadramos esse discurso no Teatro?
Eu acredito que devíamos ter uma associação de teatro. Mas também me agrada saber que o teatro cresceu muito.
Mesmo sem coesão há crescimento?
É isso mesmo. Tínhamos um grande fosso entre as companhias profissionais e amadoras. Os profissionais não se entendiam. Os amadores andavam espalhados. Hoje, vejo que foi vencido esse problema. Em quase todos eventos encontras o Gungu, Girassol, Mutumbela Gogo. Estamos misturados.
Esse é um bom ponto de partida para a criação da associação?
Sem dúvidas. As pessoas que promoviam a ideia da associação eram amadores e os profissionais questionavam: quem são vocês para serem impulsionadores da associação? Hoje, o discurso mudou.
TRINTA ANOS
DE MUITOS (SOR)RISOS
Mário Mabjaia tem trinta anos de carreira teatral. Quantas peças fez?
Já fiz trinta e uma peças de teatro e centenas de Sketches. Participei em oito longas-metragens, curtas-metragens. Fiz filmes de educação cívica.
Em que países esteve?



