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MORALIDADE: Travar o assédio sexual no local de trabalho

Por admin
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Texto de Carol Banze
carol.banze@snoticicas.co.mz

Importunar sexualmente o colega de serviço origina constrangimentos de vária ordem, desde um ligeiro stress, passando por complicações sérias de saúde, até à desistência do emprego, quando se transcende os limites do desrespeito e da paciência. Entretanto, facto a ter em conta é que as vítimas, na sua maioria, mal sabem que se trata de um acto repudiável e punível por lei.

Relatos colhidos pelo domingo revelam cenários de assédio sexual, com especial enfoque no trabalho.

O caso de uma mulher de 32 anos, funcionária pública, identificada nesta matéria como Margarida, ilustra um lado perverso dos ambientes profissionais, camuflado pela rotina aparentemente normal do dia-a-dia.

Esta cidadã narra que entre o ano de 2012, quando foi admitida e enquadrada na área de recursos humanos, e 2014, passou por episódios de desrespeito, que incluíam olhares embaraçosos e afagos desinteressantes protagonizados pelo seu superior hierárquico, numa altura em que esta vítima ainda não fazia parte dos contratados por tempo indeterminado. Aliás, essa condição rendeu-lhe chantagens da parte do chefe: “insinuava que tudo ‘dependia’ de mim, e que se fosse do meu interesse poderia, inclusive, ascender às funções de relevo na instituição”.

Margaridafez-se de desapercebida. Ainda assim, recebia uma chuva de elogios a todo instante, geralmente à porta fechada no gabinete do referido chefe, já que “fazia questão de me solicitar frequentemente”. 

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