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SAÚDE: Medicamentos no informal alternativa fácil mas perigosa

Por admin
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Texto de Domingos Boaventura
domingos.boaventura@snoticicas.co.mz
Os mercados Feira, 38 Milímetros e Mudzingadze, na cidade de Chimoio, tornaram-se autênticos centros de venda ilegal de medicamentos, parte dos quais desviada do Sistema Nacional de Saúde (SNS). A Saúde reconhece o mal e diz estar a usar todos os meios para reverter a situação.

Apesar do esforço conjunto do sector da Saúde e da Polícia da República de Moçambique (PRM) para acabar com este negócio ilícito, o problema parece estar longe de ser superado, porque cresce o número de barracas que se dedicam à venda ilegal de fármacos.

Nas referidas barracas, vende-se todo o tipo de medicamentos: Penicilina Procaína, Benzantinica, Amoxicilina, Fenoxmetil Penicilina, Cuarten, Aspirina, anti-retrovirais e utensílios médicos.

Os vendedores são, geralmente, pessoas sem formação na área. Não se exige que o comprador seja portador de prescrição médica. Basta apresentar os sintomas para aceder às drogas.

Os compradores são cidadãos que procuram medicamentos que não estão disponíveis nas unidades sanitárias e farmácias públicas.

A reportagem do domingo escalou, esta semana, os mercados Feira e 38 Milímetros, onde constatou a forma inadequada como os medicamentos são conservados. O produto fica exposto ao sol e à poeira, o que constitui um atentado à saúde pública.

Damião Filipe, de 35 anos de idade, reside na cidade de Chimoio há mais de 20 anos. Não aceitou ser fotografado, mas explicou que se dedica à venda de medicamentos há dez anos. É casado, pai de três filhos e sobrevive a base deste negócio.

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