
Com doze faixas musicais cantadas em Português, Changana, Ximakonde, Xisena, Francês, Emakua, Gitonga, o disco faz um retrato daquilo que é a vida social nos dias presentes.
“Componho músicas baseadas em pesquisas rítmicas e melódicas do nosso país do Norte à Sul e produzo melodias que traduzem a nossa moçambicanidade, a nossa vida social e este álbum não foge disso”, afirma Jomalu.
O concerto, segundo Jomalu, será um pouco daquilo que tem sido a sua carreira. “ os três álbuns estarão reflectidos no concerto, onde serei acompanhado por uma banda com alguns profissionais que participam no disco”.
Tal como muitos jovens, Jomalu bebeu da experiência de grandes artistas e grupos de referência do nosso país. Participou em festivais internacionais com sua banda e outras. Ganhou prémios relevantes em Moçambique como, os do FUNDAC, Ngoma Moçambique.
O QUE É ÁLBUM LAMBINHA?
Mafalala, Maman, Khedzwa, Ndzi ta vuya, Lambinha, Nkongwe, Zungu na Kafri, Misava ya hina ya mbomba, Holava yini, são os títulos das músicas que compõe o álbum Lambinha.
O disco foi produzido por Jomalu em Moçambique e na África do Sul. Em termos de participações, destacam-se Dodô (solo), Muzila (saxofone), Naldo Ngoka (vocalista), Lala Mahigo (coros), Stélio Zoé (baterista), Nené (baixo), samito e Cabocha (percussão), Talita (coros), Lívio (teclado).
Questionado sobre a mensagem que pretende transmitir no Lambinha, Jomalu explica: “ As músicas têm diversas mensagens. Por exemplo, em “Mafalala” abordo a infância e adolescência vividas naquele bairro. Na música “Maman” retrato o choro de alguém que vê uma mãe, abandonada por seus próprios filhos por causa da velhice”.
Em relação a Lambinha, tema principal e que dá nome ao disco, o autor afirma: “Lambinha” critica as pessoas que põem em causa seus conhecimentos em detrimento de ganhos ou agradecimentos. Lambebotismo é um cancro na nossa sociedade. As pessoas abandonam o orgulho próprio, penhorando o seu saber em busca do bem estar fácil. Não aplicam o que sabem e não criticam o que está mau sob risco de perderem seus lugares de chefia”.
O desfazamento do tecido social, perda da moral é também cantado no Lambinha. “Em Misava ya hina ya mbomba critico as atitudes de jovens raparigas que destroem lares usando práticas de superstição”.



