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PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA: A dor de quem não tem acesso à informação

Por admin
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Por Pretilério Matsinhe

Pessoas portadoras de deficiência auditiva e visual dizem-se excluídas socialmente porque não têm acesso à informação como está preconizado na Lei do Direito à Informação. “A Lei existe mas não usufruímos dela”, dizem.

Ver televisão, desde os programas da manhã até à noite é uma missão impossível para quem tem problemas de audição. “É como se estivesse a perder tempo”, assim afirmaram várias fontes com problemas auditivos.

O problema reside na falta de profissionais habilitados em línguas de sinais para interpretar e traduzir as notícias embora a alínea A, do Artigo 18 da Lei n.º 34/2014, Lei do Direito à Informação, preconize que “o direito à informação pode concretizar-se através da disponibilização oral, por escrito ou por meios gestuais”.

Deste modo, cidadãos portadores de deficiência visual não podem e nem se atrevem a tocar num jornal porque estão impossibilitados de interpretar as informações divulgadas. A imprensa escrita, denunciam os que sofrem, tem-se esquecido sistematicamente dessa minoria.

Segundo defendem, para agravar a situação, a falta de informação de utilidade pública faz com que se sintam pessoas anormais, chegando a precisar de acompanhamento em todas as actividades que realizam.

Marco Paulo, de 40 anos de idade, é o exemplo prático disso: “Por exemplo, há anúncios de vagas de emprego sobretudo nos jornais impressos mas, como não há linguagem gestual, a informação não chega e fico impossibilitado de concorrer e aí as pessoas começam a tratar-me como se fossemos anormais”, desabafou.

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