
A vila de Chitima, sede do distrito de Cahora Bassa, saltou para as capas dos jornais a partir de uma desgraça. Em Janeiro de 2015, setenta e cinco pessoas morreram em resultado do consumo de uma bebida de fabrico caseiro conhecida por “Pombe”. Apesar de todo o quadro negro que gerou 98 crianças órfãs, muitas delas de tenra idade, o consumo desta bebida nunca parou. Produz-se e bebe-se a rodos.
O cancioneiro popular está prenhe de canções que versam sobre o consumo de bebidas de fabrico caseiro. Uma das mais badaladas é de Abílio Mangazeque diz que “juro palavra de honra, sinceramente, vou morrer assim”. Num dos refrões ele diz algo como “nunca deixarei de beber porque encontrei a essência da bebida”, o tal “ntsutsu”, que é aquele concentrado que fica no fundo do copo, garrafa, caneca ou bilha.



