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V CONFERÊNCIA NACIONAL: Na Frelimo não deve haver algemas no pensamento

Por admin
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O presidente da Frelimo defendeu ontem em Maputo que não deve haver algemas no pensamento e no funcionamento da organização que dirige. Filipe Nyusi, que intervinha durante a Conferência Nacional da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), disse que a inclusão, tolerância e verticalidade devem sustentar as bases do partido que se prepara para o XI Congresso, em Setembro do ano curso.

Até ao fecho desta edição,
o nosso semanário
não tinha mais pormenores
consequentes da
reunião da sessão que
tinha como um dos pontos de
agenda a revitalização dos órgãos,
nomeadamente, Secretariado-
geral, Comité Nacional e o
Comité Fiscal.
Porém, já se antevia o carácter
incisivo que a reunião tomaria,
a partir do apelo do seu
presidente para que os membros
da organização fossem comprometidos
com a liderança de
Moçambique e da Frelimo onde
não houvesse algemas no pensamento e nem complexos nas
abordagens.
“Estamos comprometidos
com a liderança de Moçambique
e da Frelimo onde não
temos algemas no pensamento
e nem complexos nas
abordagens. Vamos em comunhão
erguer bem alto a nossa
bandeira da paz, tolerância,
humildade e verticalidade. Só
somos fortes se tivermos capacidade
para proteger a nossa
grande Frelimo. Ninguém é
mais Frelimo, ninguém é mais
ACLLN, somos todos a Frelimo,
somos todos ACLLN e só
juntos seremos mais fortes e
sempre imbatíveis”, disse.
No seu entender há que
adoptar os instrumentos reguladores
da organização aos
tempos de hoje, modernizar a
Frelimo com métodos de gestão
viradas para os resultados, onde
o empirismo não pode nem deve
ser assumido como regra.
“No momento eleitoral não
teremos vencidos nem vencedores,
teremos sim um órgão
mais forte. Façamos das eleições
uma festa e motivo para
engrandecer a nossa ACLLN.
Aos candidatos aos vários
órgãos apelamos para que façam
uma campanha de exaltação
dos seus propósitos e não
de assassinato de carácter em
relação aos outros candidatos”,
disse
Para o cargo de secretário-
-geral da organização, até ao
fecho da nossa edição estavam
inscritos como concorrentes
Fernando Francisco Faustino, até
então em exercício, e Boaventura
Boene, sendo que a sessão
estava aberta para outras candidaturas.
Num outro desenvolvimento,
Filipe Nyusi encorajou os combatentes
a liderarem o processo
produtivo e de aumento de produtividade
agropecuária que é o
garante de uma independência
económica de Moçambique.
“Vamos todos juntos transformar
a nossa economia,
saindo de uma economia de
serviços para produtiva. Neste
domínio, a cadeia de valores é
maior, mais dinâmica porque
tem um envolvimento de grande
escala e cada interveniente
tem um papel específico”,
disse.
Entretanto, a anteceder a
esta reunião, a ACLLN reuniu-se
em Comité Nacional na sexta-
-feira e no discurso do encerramento
da sessão o presidente
do partido referiu que a Frelimo
tem responsabilidade acrescida
no processo de restabelecimento
da paz efectiva e na edificação do
Estado Moçambicano.
“A questão da paz não se
esgota com os debates que
aqui tivemos, que foram profundos
e de uma sabedoria
própria dos libertadores deste
nosso Moçambique, dos
defensores intransigentes da
nossa soberania e unidade nacional”,
disse Nyusi.
O presidente da Frelimo disse,
por outro lado, que o povo
moçambicano tem nos combatentes
o repositório do seu saber
e vontade incessante de um Moçambique
melhor.
Na ocasião, Filipe Nyusi enfatizou
que o conceito de “Moçambique
melhor” encerra em si
diversas dimensões com destaque
para a harmonia da família
moçambicana, sob o desiderato
a alcançar no seio da Frelimo,
suportado pelo trinómio unidade,
paz e desenvolvimento.

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