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Pão nosso de cada dia

Por admin
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Opão, alimento indispensável na dieta de todos nós, devia merecer melhores mãos, melhor preparo, melhores cuidados. A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) tem colocado acento tónico da sua actuação no monitoramento das diferentes etapas da sua produção em diferentes padarias e pastelarias da cidade de Maputo e não só.

Os resultados não têm sido bons pelo menos até ao momento e, em consequência, muitas padarias encerraram. Rita Freitas, inspectora-geral, tem sido extremamente rigorosa no controlo da higiene e limpeza dos locais de fabrico (ler entrevista nas nossas páginas 2, 3 e 4). As imagens que a seguir publicamos ilustram algo arrepiante, que expõe toda a sociedade à vulnerabilidade, ao potencial risco de contrair doenças. Afinal, esse alimento vital era (ou é) produzido sobre toda sorte de imundícies. Onde é armazenado trigo residem por vezes gatos e ratos urinam e defecam.Outros animais completam um circo a todos os títulos tenebroso ali nas cercanias ou mesmo nos sanitários das padarias cujas condições de trabalho são de bradar os céus. De meter dó. É nesses sanitários onde trabalha o padeiro que vezes sem conta transpira dando pouca conta da higiene pessoal, amassando farinha com unhas negras, às vezes compridas.

 

Já não são poucas as pessoas que têm medo de comer pão nos dias que correm. As razões podem ser encontradas nestas fotografias gentilmente oferecidas ao domingo pelos inspectores que dia-a-dia buscam maior sanidade nos processos de fabrico.As condições de funcionamento de padarias e pastelarias certamente mudarão com todas estas medidas de monitoramento em curso. Contudo, a confiança dos consumidores levará o seu tempo a regressar e o pão nosso de cada dia nunca será o mesmo.

 

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