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CALAMIDADES NATURAIS: Chuva deixa destruição em Inhambane

Por admin
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A chuva intensa que se registou, últimos dias, na zona sul do país causou enormes estragos, sobretudo no sector de estradas e na área de agricultura na província de Inhambane. A cidade da Maxixe e os distritos de Jangamo, Homoíne e Morrumbene são os mais afectados.

domingo apurou que mais de 470 quilómetros de estradas estão destruídos em Inhambane. A Estrada Nacional nº1(EN1) é uma das vias seriamente afectada com o agravamento da erosão nas suas bermas e aumento de buracos nos cerca de cento e vinte quilómetros do troço Pambarra/Save.

Para além de destruição houve igualmente na EN1 acumulação de areia nos pavimentos, facto que está a dificultar a circulação normal na rodoviária.

Chinginguir/Mubalo, distrito de Homoíne, Marrengo e Nhaguiviga, entre Homoine e Cidade da Maxixe, e também a via que liga a EN1 com as salinas do distrito de Zavala, são outras estradas que ficaram igualmente intransitáveis.

A maioria das machambas inundadas encontra-se nas margens dos rios Nhanombe e Mutamba, onde também a água da chuva afectou alguns tanques de criação de peixe.

Na vila de Homoíne a chuva agravou o problema de erosão, um fenómeno que ameaça engolir algumas infra-estruturas públicas e privadas.

INTERVENÇÃO DE EMERGÊNCIA

Entretanto, o delegado da ANE – Administração Nacional de Estradas em Inhambane, Elcidio Parúque, assegurou estarem em curso trabalhos de emergência no sentido de garantir a transitabilidade em toda rede viária da província.

Concretamente nos mais de quatrocentos e setenta quilómetros danificados, Elcidio Parúque indicou que os empreiteiros estão a reparar os danos causados pela fúria da água das chuvas.

A fonte sublinhou que, apesar de ainda não haver dinheiro, os empreiteiros responderam satisfatoriamente a solicitação feita, daí que está garantida a circulação rodoviária na província de Inhambane.

SEMENTE ASSEGURADA

Quanto às machambas destruídas, a fonte da Direcção Provincial de Agricultura e Segurança Alimentar, Francisco Feijão, disse estar em curso a distribuição de sementes aos produtores afectados.

Paralelamente ao processo de distribuição de semente de milho e de algumas hortícolas, decorre a mobilização dos camponeses para apostarem nas zonas altas aproveitando a humidade e, voltarão as baixas depois da época chuvosa.

Texto de Aminosse Moisés

 

…e mata dezanove pessoas em Maputo

O impacto da presente época chuvosa sobre a cidade de Maputo resultou na morte de um total de 19 pessoas, durante os últimos quatro meses, além de deixar rasto de destruição em diversas zonas da urbe.

 

Segundo um informe apresentado na semana passada, na primeira sessão do presente ano da Assembleia Municipal de Maputo, seis pessoas perderam a vida durante a passagem do vendaval de 24 de Novembro, que resultou na queda de uma árvore sobre uma viatura; três outras vidas pereceram num outro temporal registado nos dias  7 e 12 de Novembro transacto; seis citadinos sucumbiram no mau tempo de 24 de Dezembro último, vitimas de naufrágio, tendo se verificado quatro outras vítimas como resultado das chuvas de 13, 14 e 15 de Janeiro deste ano, por afogamento, após arrastamento de um motociclo para o interior da vala da Praça 16 de Junho.

Ainda no mesmo período, foram registados 126 feridos, contabilizando-se 117 no vendaval de 24 de Outubro do ano passado, três deles em estado grave.

Cinco outros cidadãos sofreram em consequência do mau tempo dos meses de Novembro e Dezembro passados e quatro a Janeiro último, por desabamento da cobertura de uma residência.

De salientar que, na época chuvosa 2016/2017, os distritos municipais mais afectados ao nível da cidade de Maputo foram os de “KaMaxaqueni”, “KaMavota”, “Nhlamankulu” e “KaMubukwana”, tendo sido desalojadas no geral 120 famílias, o desabamento de sete casas, deixando por conseguinte inundadas 3.361 residências.

Durante o mesmo período, ficaram afectadas 11 unidades sanitárias, 17 escolas, 11 vias rodoviárias apresentaram-se em estado crítico, diversos sistemas de drenagem ficaram entupidos, sobretudo por resíduos sólidos, tendo ainda meia centena de campas ficado soterradas, devido o deslizamento de solos, no Cemitério de Michafutene. 

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